terça-feira, 22 de junho de 2010

O sonho, a mensagem de Maria

Essa noite sonhei que estava em uma escola, participando de algum evento multidisciplinar. Muitas atividades e dinâmicas que deixaram um clima gostoso entre todos que participavam do evento. Ao final, saímos da sala todos juntos e, qual não foi minha surpresa quando EU, e somente eu, vi Maria Sampaio a me esperar na passagem. Estava de branco, óculos engraçados, cabelos curtos que formavam pequenas ondas entre fios brancos e castanhos-avermelhados. Sorriu, deu uma piscadela e acenou um "legal", como se desse notícia. Na mão, segurava um fio de nylon e eu, mesmo seguindo o fluxo dos colegas, fui acompanhando com o olhar até onde ia aquele fio. Lá no alto, na ponta, tinha uma pipa laranja (ou seria um balão de São João?!) com diversos objetos pendurados: uma pulseira de acrílico de casco de tartaruga, um chaveiro de bolinhas roxas, um controle remoto, uma tampa de lente de máquina fotográfica, uma tiara de cabelo dourada, chaves soltas e alguns anéis de prata e ouro. Fui vendo tudo e antes de ela sumir sorrindo, reparei que usava as meias coloridas. Sorri de volta. Acordei com lágrimas nos olhos...
Alguém reconhece esses objetos? Se reconhecerem aviso: estão lá na pipa de Maria!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Percebendo tudo...

... e reparando nos detalhes

sábado, 5 de junho de 2010

Reservo me

Reservo-me o direito de te amar calado
Reservo-me o direito de te amar
Reservo-me o direito de te
Reservo-me o direito de
Reservo-me o direito
Reservo-me o
Reservo-me
Reservo.

(Reservo me - Bruno Aragão)

* Para escutar essa e outras músicas, clique no título e vá direto playlist.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

Poema do Menino Jesus


Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez menino, a correr e a rolar-se pela erva, a arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares, e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar, põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho, sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar.

Fernando Pessoa

*Foto: Luciano Malanski

domingo, 2 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Judite é mesmo linda


Alguma dúvida de que é sem limites e mágico???
Pra mim, nenhuma dúvida!
Quem viu Judite vai concordar!
Incrível!
*Foto: Edu O. em Judite quer chorar mas não consegue - Sesc Pelourinho - 24/04/10 - por Luli Facciolla

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Que tal?


"Quando, de fato, os homens falam de Beleza, querem exprimir, precisamente, não uma qualidade, como se supõe, mas um efeito" - E. A. Poe - Poemas e Ensaio

Eu gostei!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mais uma canção...


Mais uma canção
(Marcelo Camelo e R. Amarante)

Nada vai mudar entre nós
Como eu sei?
Eu só sei

Tudo vai permanecer igual
Afinal
Não há nada a fazer

Eu não nego
Eu me entrego
Você é meu grande amor
Hoje eu vou te dizer "eu te amo”

Eu imploro
Eu te adoro
Você tem meu coração
A bater pra você mais uma canção

Como pode alguém perder você
Como eu fiz
Como eu quis não te ter?

Vivo iludido
A acreditar que o amor
Não se pôs em você

Eu me entrego
Eu não nego
Eu errei, mas sou capaz
de fazer sua vida melhor

Tô voltando
Não sei quando
Pra roubar teu coração
Vou chegar no final de mais uma canção.



O ursinho, não tenho mais.
A música, não consigo escutar.
A lembrança...


*Foto daqui

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Confissões para Odete n˚ X


Salvador, 12 de abril de 2010

Ontem descobri o verdadeiro sentido da expressão "sem limite". E eu sou cheia de limites: não sei fazer poemas, não sei sentar-me ao chão com elegancia, não sei fazer ninguém sonhar o meu sonho nem comigo. Não sei flutuar sobre o palco. Não sei mostrar os meus limites sem me sentir tola.
Ontem descobri o verdadeiro sentido da palavra "magia".
Sem limites e mágico. Essas são as palavras que, pra mim, descrevem Edu.
Ontem, mesmo com a chuva que fazia lá fora, ele estava protegido sob as luzes do palco do meu coração a fazer mágica, a dançar, a recitar, a cantar, a sorrir e a se balançar em sua cadeira...

...de rodas!

*Foto daqui